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mãe

maio 11, 2014

conheci esta palavra muito cedo. passei muitos anos sem precisar dividir o significado dela com ninguém. por fim, multipliquei.

aprendi a reconstruir, adicionar. ano após ano, inesperadamente, vi surgir novas e incríveis mães no meu caminho. ‘vó’, ‘tias’ – as pessoas diriam – mas não: mães. mães tão maravilhosas quanto aquela que primeiro me ensinou o significado dessa palavra.

olho pra trás, olho pra mim e vejo que tenho um pouquinho de cada uma. cada carinho, cada cuidado, cada exemplo virou um pedacinho de mim. cada demonstração de amor, um alicerce pro meu eu – pro resto da vida.

acho que tenho sorte de ter tantas.

sou uma filha ingrata, no entanto. teimo, não ligo, não agradeço, não dou abraços. (mas deveria!) talvez pelo pesar da distância, talvez pela mágoa do tempo que passa sem que eu possa ser verdadeiramente filha de ninguém.

filha do mundo, eu diria. assim sei que sou. com lindas figuras maternas que aqui e ali me direcionam. nunca desaparecem, nunca desacreditam, nunca abandonam – amam e são amadas e admiradas todos os dias e para sempre.

mães de mim e de uma vontade imensa de ser mãe de alguém.
de uma vontade imensa de, um dia, chegar tão naturalmente a este pureza do amor no âmago da existência humana.

corrijo sem hesitar o título deste post: mães.

 

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