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o peso das perguntas sem a leveza das respostas

março 21, 2009

Quem me disse, ao menos uma vez na vida, que você precisava ser apenas meu? Não me disseram, nem eu precisaria saber – ao menos que você quizesse me contar, mas não é o caso, se o fosse, você o teria dito. Ou não? Acredito que sim.

Mas você não queria que eu soubesse e por isso não me contou.

Por quê então quizera eu, descobrir o tamanho da minha dependência de você?

Ah, é claro… meu vício não é você. O problema é eu ainda não ter morrido por overdose de perguntas. Eu quis saber o quanto precisava de ti, por precisar demais das perguntas e por nunca contentar-me com aquelas de caráter absolutamente imbecil – como ‘quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?’.

Eis que enfim olhei pro meu ego e te vi. Você já estava em mim, você ainda está. Mas eu não sabia se você era eu, ou quem era quem, ou se já éramos ‘nós’ ou se nunca viríamos a ser, ou se era apenas um pedaço de você que já fazia parte de mim; ou se era você, agora, a única e exclusiva razão da minha existencia.

Fui me enchendo de perguntas à seu (nosso?) respeito. E quando as perguntas não cabiam mais no vácuo de mim, fui tirando o seu espaço e o preenchendo com elas. Fui fazendo cada vez mais e mais perguntas e eis que não haviam respostas. E eis que quando eu era só perguntas não existia mais, em mim, aquele espaço que era só teu.

A tua presença foi tomada pelas dúvidas, ou as dúvidas me tomaram tua presença? Não sei.

Sei quando havia apenas espaço para uma pergunta, ela era a última que eu tinha para fazer: Onde estaria você, agora, se não mais em mim?

E eis que eu me tornei um poço de perguntas sem respostas. Fiz do nosso amor uma prova dissertativa. Fiz da tua presença (ou da falta que, às vezes, eu sentia dela) o motivo mais interessante para as minhas perguntas de caráter absolutamente imbecis.

Foi procurando as certezas em ti, que me perdi em mim mesma. E como se não bastassem as perguntas, existe ainda o vácuo das respostas. E eu ainda nem sei quem veio primeiro, o ovo ou a galinha. E eu nunca saberei quem poderá me dizer se você precisa ser apenas meu. E eu caminho para minha overdose de perguntas, sem você dentro de mim…

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4 Comentários leave one →
  1. março 22, 2009 1:15 pm

    e a gente se pergunta: vale a pena o peso das perguntas, se as vezes não encontraremos respostas?
    aiai o amor…

  2. março 23, 2009 7:36 pm

    pois é justamente!
    vale muito mais a pena viver o momento, do que preocupar-se com perguntas inúteis a respeito do amor.

    o amor é o que é.
    e quanto mais se dúvida, menos ele existe.

  3. luiza permalink
    março 29, 2009 2:10 pm

    eu ainda acho que quem nasceu primeiro foi o ovo, pois lá estava o ovo, com outras espécies antecedentes da galinha, e as espécies foram evoluíndo até sair a galinha daquele mesmo ovo que antes abrigava um ser parecido com ela.
    não há quem me faça mudar de opnião quanto a isso.

  4. luiza permalink
    março 29, 2009 2:11 pm

    ah sim, andas ainda com muitas perguntas meu amor, tenta contentar-se apenas com as respostas.
    beijos.

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